Lembranças na madrugada

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Dia 10 de outubro. Que horas são? Já nem sei. Na calada da noite relembro o passado. Minha memória me atormenta, me faz ter pensamentos trágicos. Lembro-me como se fosse hoje. Os tempos de gloria, a fama, os títulos, os amigos à minha volta. Esse ultimo mexe com meus sentimentos, me deixa na pior. Essas lembranças me levam justamente até você, que foi minha confidente. Com quem compartilhei angústias e medos, vitórias e derrotas, alegrias e tristezas. Que me fez largar tudo e todos. Que me fez tão mal. Me fez acreditar e depois atirou tudo pela janela.

Recordo-me de uma frase que ouvi em um filme certa vez: Um tiro, quando acerta, faz um delicado furo, mas quando a bala sai deixa um enorme estrago. Estou na frente do espelho procurando esse tal furo que você fez em mim. Foi um tiro certeiro, bem no lado esquerdo do peito. E porque não fazer outro furo, só que dessa vez eu seria o autor do disparo. Perfeito, tudo acabaria. A dor, a humilhação. Apenas uma bala, bem no meio da testa. Bem delicado. Abro a gaveta da cômoda e pego a arma fria. No entanto, olho para o relógio, dessa vez com interesse nas horas. Fito a minha imagem no espelho e dou um sorriso. Bem, não foi dessa vez né. Guardo novamente a arma na gaveta e sigo em frente. Afinal de contas, já são sete horas da manhã e eu preciso encarar tudo outra vez. Mais um dia nasceu e não vou deixar que as lembranças más que tenho de você estraguem minha vida.

Três beijos, colaborador do blog anonimo

De tirar o fôlego!

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05 de abril de 2013. Sabe o que essa data significa? Bom, não é meu aniversário, muito menos um feriado fajuto. Talvez seja uma data qualquer para a maior parte das pessoas, exceto para mim.

Lembro-me como se fosse hoje. Meu coração acelerado, pulando de alegria.  Por um instante perdi o fôlego, mas quem precisa de fôlego nessas hora? Eu já não conseguia enxergar nada a minha volta, era tudo escuridão. Tudo o que eu conseguia ver eram os seus olhos, tão doces, olhando para os meus. seu olhar me penetrava tão intensamente, como se uma flecha tivesse atingido meu peito. É como se você quisesse me passar uma mensagem. Como se estivesse dizendo: pode confiar em mim, eu não vou te decepcionar. E eu confiei. Ainda confio.

De repente, nossos corpos se juntaram mais, até não se poder atravessar uma folha de papel entre nós. Os seus olhos se desviaram dos meus. Foram descendo, descendo, descendo. E então encontraram seu novo alvo: os meus lábios.

Cada vez que você se aproximava mais, eu me afastava. Talvez por medo — ou por ser muito boba. Mas você estava tão bonito, com um sorriso tão sincero, me trazendo para perto. Eu não consegui resistir. Na verdade, nem queria. A sua boca na minha, a sua mão em minha cintura e o meu braço enlaçando o seu pescoço. Perfeito! Esse contato físico me fazia estremecer.

Após esse momento tão intenso, você trilhou um caminho de beijos até o meu ouvido. Então  disse sussurrando: EU TE AMO! Foi quando eu perdi o chão, o ar que me restava e todos os meus medos. Deixei ser levada, conduzida por suas palavras, por seus abraços, por seus beijos.

E é por isso que essa data é tão especial. Foi quando o universo conspirou ao nosso favor e te trouxe para mim. Destino ou coincidência? que importância tem? Não ligo nem um pouco para isso. Só agradeço todos os dias com fervor o fato, ou seja lá o que tenha te colocado na minha vida.

Acho que não teria nada melhor, que conseguisse explicar com tamanha perfeição o que eu sinto por você do que dizer: EU TE AMO seu bobo. Meu bobo!

Três beijos, Débora Carvalho

A escuridão ainda está aqui

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Foi em um domingo, exatamente no dia 16 de junho, a ultima vez que conversamos pela internet. Depois disso muita coisa aconteceu.

Admito que as vezes sinto saudades de você, de como você era. Cá estou no meu quarto, trancado e escuro, com músicas tristes tocando no maximo. Então sinto cair uma ou duas lágrimas, causadas pela saudade.

As SMS’s excluí. As cartas queimei. As fotos apaguei. E ao som de Vagalumes, eu ligo o computador. Lá, nada de importante. Sem perceber abro o histórico do Skype, e no topo nossa primeira conversa. Era em um domingo, 17 de março, coincidentemente às 17:17.

Percebe-se como as coisas mudaram. Lendo todas as nossas conversas vejo como você era diferente e especial para mim. Me apoiava sempre e me defendia das pessoas que me odeiam. Hoje, o pior é saber que, além de ter me deixado, também deve me odiar.

Me lembro dos momentos que vivemos, risadas, diálogos, abraços, beijos e sorrisos. As mensagens fofas com mil corações e letras de músicas que tinham tudo a ver com a gente.

Você se lembra de Londres? Dos planos que fazíamos? Lá seria nosso futuro lar. Teríamos uma casa grande, com nossa bagunça. E eu teria seu sobrenome. Infelizmente não se pode mudar o passado, muito menos apagar todo o mal feito.

Depois de desligar o computador, a escuridão ainda esta aqui. Me sinto tão vazia. Fico sentada, parte da noite, olhando as estrelas pela janela. Esperando que um dia essas lembranças me deixem, assim como você me deixou.

Três beijos, Keila Pereira